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Não posso

Não posso esquecer da tua voz
Não posso rir sem ouvir tua risada
Não posso me sentir só sem você
Não posso me sentir deslocado

Um mundo caiu sobre minhas costas
O peso chegou ao alcance de uma morte
Toda nossa dor partiu bem longe
Porém a tendência parece voltar

Minutos desagradáveis podem ser úteis
Respostas não respondidas revelam tudo
Não vou abrir mão de algo que me prende
Embora minha opção seja sumir dos planos

Sinto teu gosto só de imaginar
Sinto teu abraço só de sonhar
Sinto tua presença mesmo que longe
Tente ouvir as batidas do meu coração, anjo…

Não posso esquecer da tua voz
Não posso rir sem ouvir tua risada
Não posso me sentir só sem você
Não posso me sentir deslocado

Me sinto tão filhodaputa por tudo
A culpa pode ser minha
A culpa pode ser dos meus desejos
E tudo se torna tão difícil

Gustavo jeito de ser

Sou do tipo que se entrega no amor e esconde o dizer: Eu te amo. Sou do que abraça com rancor, com a mágoa e depois de dar risada escandalosa como se nada tivesse acontecido.

Escuto músicas de acordo com meu humor e talvez, não. Na tristeza posso ouvir tão bem uma música infantil e dançar que me afogo no esquecimento depois. Sou de ação e reação, não de palavras. Não sou de promessa, sou de fantasia – imaginação – e muitos devaneios.

Muitos dizem que tenho lado bastante frio e calculista. Não reparo muito bem na forma que trato as pessoas ou como digo com elas. Me dá um blackout e corto meu coração, congelando em pedaços cada sentimento que se orgulha ao desaparecer.

Na frente do espelho, o narcisimo exarcebado. Dança aleatória com passos de filmes. Não sou de mistérios, embora digam que eu seja. Sou mimado, e bastante mimado. Muito egoísta e bastante caridoso. Livremente um paradoxo constante e intenso, além de vivo.

Não sou ciumento, sou possessivo. Coração efusivamente acelerado de emoções. Quase uma alma distorcida.

E tem mais coisas… Mas aí, deixo para proximo post.

Rabiscando dia-a-dia

Sono e bocejo. Quase intolerante. Cansado, irritado, mau humorado, decepcionado e bastante carente, me mantenho longe de todos padrões da sociedade para depois não entender meu burrinho coração de pedra. Mas ah, o amor! O amor é lindo! Me faz suspirar, quebra meu cotidiano, imagens flutuam na minha mente deseqüilibrada e canto sem jeito através de minutos presentes sobre um ser humano que mexera comigo diante de pólo norte ao sul de sua lábia, inteligência e de uma segurança que me passa inexplicavelmente inexplicavel, uh. (?)

Ontem fui numa festa. Festa até que foi boa, mas alguma coisa me incomodava e não sei o quê. Aliás, estava perdido. Conhecia bastante gente e dava pra ficar super de boa com meus amigos dançando, bebendo e conversando, mas não sei por quê caralhagem me isolei e bebi solitariamente a procura de algum abraço amigo.

Nem citei aqui que abraçar é meu esporte favorito, né? Fine!

E mais uma vez bocejo. Bocejo cantado com direito a ganho de carinho aos toques dos meus dedos. Então, tento dormir. Resultado do mesmo: nada.

Única opção mesmo é pular cordinha mesmo…

Um coração cinzento, entre as cinzas do meu afagar diante dos meus dedos com o cigarro que penetra em meus lábios nem tão finos, nem tão carnudos saboreando uma sensação do intelectual. Se é que há o intelectual nisso, pois o estrago é inevitável e o paradoxo sempre encaixado entre quatro paredes.

 Diante de um suspiro, assopro como quem matasse qualquer pessoa. Esfrego nos meus olhos da sonolência causada numa antipatia decadente por seres humanos. Mas é impressionante como necessito de um abraço. Aquele abraço que sai da ausência uma solidão. E eu sei que estou quebrado. Quebrado por inteiro.

Coração e alma, um deles há de arder. Já que trago aqui, o mundo do meu coração à tona das palavras e desabafos constante, meu espírito o segue numa viagem aleatória. Causando efeitos colaterais de grande distúrbio emocional e físico.

Só lamento. Aliás, nem lamento. Pois as páginas estão aí para serem lidas, logo, palavras que saem da boca estão aí para serem ouvidas. Ambos, o prestar atenção causa exigência de uma inteligência. E por favor, tente não ignorar quando surge sinceridade. Já estou cansado de tantas mentiras e fingir de iludir delas. Canse você mesmo diante ao meu ego, de seus padrões por em cima do palco.

Portanto, já digo: Não quero aplaudir por sua decadência.